O amor é irracional, quanto mais você ama alguém, menos tudo faz sentido.
Crepúsculo. (via romantizar)
(Source: 10reais, via romantizar)
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Mas não é tão ruim assim se sentir mal, às vezes te faz crescer”. Eu sempre pensava assim. Eu sempre penso assim. Estava de pé. Mais um dia cansativo e meu suor já havia se misturado com minha pele, coisa que me deixava com uma ânsia suja. Não só pela oleosa sensação que sentia ao passar minhas mãos ásperas em meu rosto, mas por tudo que havia se passado desde então. Um suspiro fundo antes de me olhar no espelho do banheiro. O que se vê? Nada. Um rosto sem feições, sem sorrisos nem tristezas. Mexi meu cabelo algumas vezes, olhando para o vazio que minha face se encontrava, o oco dos meus pensamentos ecoava pela minha mente turva, o que estava por apreciar. Era tão perfeito tudo isso. Somente suspirar, espirar, fechar os olhos, não sentir. Os mortos conseguem admirar o silêncio e a paz que estão a contemplar todos os dias pela sua eternidade, até que seus corpos sejam levados pelos vermes e suas almas, carregadas até seu lugar de direito? Não sabia ao certo onde esse pensamento poderia levar-me, olhei para as duras cicatrizes de tentativas de viver morrendo, mais fisicamente do que psicologicamente, queria ver se poderia aguentar a verdadeira morte, e pelo que eu sei, meu pulmão ainda exala oxigênio, mostrando minha derrota contra a morte. Continuei meu ritual. Enquanto me despia me peguei em um pensamento tão distante quanto meus olhos poucos minutos atrás quando me olhava no espelho. Olga. Rapidamente procurei por minha carteira e rapidamente retirei uma foto. Aquela foto, ah, como não lembrar? Estava sorrindo mais do que uma criança que ganhara seu brinquedo favorito de presente. Os cabelos dela são mais vivos quando estão em contato com o vento, devo informar-lhe. Aquela tarde foi inesquecível, mas o tempo sempre se encarrega de levar consigo as memórias mais lindas, e menos desejáveis de serem esquecidas, então não custava nada guardar essa pequena lembrança dolorosa perto de mim, para lembrar de como era feliz, e como fui tolo para perder toda a felicidade que pudia ter. Logo escureci minha mente até que toda essa nostalgia saísse das minhas tortas memórias. Vagarosamente, abri o chuveiro. Fiquei demasiada hora observando a água se transformando em fumaça, e essa impregnando o então límpido, espelho que agora estava opaco. Como eu admiro esse dom que a água possui. Quem dera eu conseguir mudar de estado quando fosse preciso, e quando me sentisse ameaçado, simplesmente evaporasse até desaparecer, tudo seria simples, não haveria dor. Fiquei alguns minutos esperando que a água conseguisse chegar à temperatura que esperava. Encostei-me em um dos lados da parede e comecei a acompanhar o pálido andar da água transmutada de fumaça. Trinta anos é uma grande marca. Quando um homem pode assim ser chamado sem nenhuma sombra de dúvidas, mas não era assim que eu me sentia. Nunca me senti um homem de verdade. Apesar da barba por fazer, de minha voz ser um tanto quanto grossa, havia uma criança assutada dentro de mim, sempre gritando, mas abafada pelos meus medos. Como eu queria crescer antes, e como eu quero parar de crescer agora. Queria por um momento não ter mais problemas, não ter o que se preocupar, o que me deixar assim como estou agora. Pego alguns de meus cigarros debilmente, por entre minhas calças jogadas no chão, tento algumas vezes acendê-los, até que consigo. Observo as fumaças se tornarem unas, e como o leve vapor da água se torna negro e pesado junto com minhas tragadas. Percebi que não tem como fugir do inevitável. Por mais otimista que eu poderia ser, a realidade sempre me puxava para baixo. E agora estou eu, fumando em um banheiro sujo e pequeno, enquanto poderia estar em uma praça sorrindo e olhando as árvores, dois filhos talvez, uma mulher, não tão linda mas também não seria feia. Seria minha. Tudo. Tudo tolice. A única coisa que pode ser minha, sou eu mesmo. Entro no chuveiro e choro, mas não por tristeza, muito menos por arrependimento. Choro de medo, medo do que pode acontecer quando fechar o chuveiro, e a realidade me dar mais um banho de decepções.
É só o vento lá fora. (via quase-heroi)
(Source: lovituri, via not--scared)
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Achamos que sabemos quem somos, mas não sabemos. Não até algo ruim acontecer. Então todas as futilidades desaparecem… E fica quem realmente somos.
Pretty Little Liars. (via romantizar)
(Source: itsburied, via romantizar)
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